Para não me chamarem amarga, vou discorrer da amargura que foi chamarem-me amarga para nunca mais falar sobre isto, porque ainda que amarga, não gosto de recorrer ao mesmo tema de dicussão muitas vezes, dado que a única coisa na qual tendo ser repetitiva é no elevar da chávena de café, à máquina de café e daí à boca.
Eu, e para que não digam que tenho um problema pessoal com algum arquitecto ou com a arquitectura em geral, fica a afirmação: Gosto muito de arquitectos. Até já me apaixonei por vários, quer de forma mais platónica (Frank Lloyd Wright) quer de uns e outros pessoalmente que ficaram lá na lista de amores passados não correspondidos ou correspondidos tarde demais. Vidas amorosas à parte até porque não me chamo Starck para vos dar uma seca sobre a minha vida sexual, eu gosto de arquitectura por nos abrigar do frio, mesmo que às vezes seja num valente bloco de "concreto" mal gosto...(ai o trocadilho). O que eu não gosto é de ter que competir a todo o momento e de convencer todos que a minha profissão não é uma total perda de tempo porque a mim não me deram uma ordem que diz ao mundo de forma indirecta o quão especial eu sou, e que eu e só eu consigo fazer o que faço, deixando-me assim, para o resto da vida um emproado.
E agora que descorri a amargura, não se fale mais nisso.