Ai deste Fidel
Feliz dia este em que Cristo nasceu. Não há cá pretos contra brancos, facistas contra comunistas, gordos contra magros, adolescentes contra adolescentes. Nesse dia todos somos como irmãos, batizados e católicos porque não queremos cá judeus a beijar o menino na missa do galo.
Eu que até nem ligo muito a essas coisas, limito-me a comprar meia dúzia de prendas, a enfeitar a casa, a comprar bolos já feitos, a encher o bandulho e a impedir que a minha avó ligue o anjo tilitante dentro da redoma de vidro que toca ‘over and over again’ Adesti Fidelis.
Mas gosto muito do Natal. Se alguém duvidar dê um pulinho até à minha porta e ponha a mão na consciência se algum dia se deu ao trabalho de atular todas as janelas da fachada da casa com luzinhas que piscam. Uma coisa é certa, desde a minha intervenção natalícia na janela nunca mais tivemos problemas com aviões ou barcos a darem a costa de Loures. O Saldanha também nunca mais fez Tai-chi na ponte amarela.
Uma grande abraço de boas festas a todos os amigos, amigas e participantes da Banda do Maestro Pinguim. Que todos os vossos desejos de Natal se concretizem, que por cada um de vós nasça uma estrela no céu. 