14.2.06

Onde perdeu Valentim as botas?


Tal como na vida de Cat também para mim a festa de S. Valentim só teve uma prenda, uma vez. Não foi aos 12, porque nessa altura a vida amorosa até que me corria bem (João Paulo onde te foste tu esconder), foi mais tarde.

11o ano, Liceu Velho - o dia das cartas anónimas.

Nesse dia a minha manhã foi passada a escrever cartas anónimas para o moco dos caracóis que usava casaco de cabedal e andava de lambreta. Não porque ele fosse giro e eu estivesse apaixonada mas porque em grupo com as amigas pareceu-me algo inteligente para se fazer, se não inteligente, divertido.
Depois de escrevermos todos os disparates que nos lembrámos a todos os disparates que se passeavam por aquele pátio fomos para a velha sala de Oficinas. Uma vez lá comecou a distribuicão. Eu que sabia que amor platónicos foram feitos a pensar em mim e vice versa, não fiquei totalmente admirada quando chegou a carta de envelope vermelho e folha de papel verde, até porque quem dá alegria ao mundo espera sempre recebê-la. O que me surpreendeu bastante foi como alguém se lembrou de tal conjugacão de cores, porque as enderecou a mim e acima de tudo, nunca percebi muito bem quem era a pequenina flor que ele/a mencionava na carta, não poderia ser eu porque em tempos de liceu eu era tudo menos florida.

Hoje o dia dos namorados é passado com menos excitacão. De manhã cedo recebi uma mensagem de uma das duas únicas amigas filandesas que tenho e assim que pûs os pés no trabalho os meus patrões, que são 3, duas meninas e um menino, encheram-me de beijos e abracos e carinho. Acho que com a idade os verdadeiros valentins não são nem machos, nem namorados nem têm que ter uma relacão especial contigo. Com o passar do tempo a coisa fica tão desesperada que qualquer pessoa que estiver à tua volta serve para te dar mimos.