3.4.06

O dia em que a verdade abafou a mentira

Pois é, não há nada como ver o Benfica perder em casa. Para quem não sabe, a lógica desta minha frase é defendida por uma costela nortenha que me fez apoiar o FCP com todo o meu coracão. Mas não é de futebol que vos falo, nem fazia sentido falar de futebol antes do fim do campeonato tendo em conta que eu sou aquele tipo de fan que só vê as finais.
É contudo verdade que é uma alegria ver uma equipa como o Benfica perder na luz, ver que a escuridão pode ir à luz e vencê-la ou vice-versa. Eu ontem, tal qual Gandalf, o Branco, fui até ao bar do costume, cheia de verdades na ponta da língua, que comecei a disparar em direccão a toda a gente e que no fim bem aliviada fez com que pudesse dormir como já não dormia aos tempos, quentinha e aconchegada.
Mas estas merdas não têm interesse nenhum em serem partilhadas, a moral da história é que no dia 1 de Abril, dia em que a mentira joga em casa, a minha equipa pequenina de verdades foi lá, venceu-a, e depois voltou para casa numa de quem enfrentou o mal, ganhou e não pode mais ser cinzento, tem que passar a branco.