5.5.06

A pedido de todos os fans...

Companheiros, isto por cá tem andando agreste. O pinguim anda sem energia para a escrita. Anda por cá uma cachopa, e vocês até que a conhecem e sabem quase todos do que ela é capaz, que me anda a sugar energia até ao tutano. Ela farta-se de postar que anda por aqui sozinha o dia todo mas assim que ela chegou, e abencoado seja o dia em que tal aconteceu, eu deixei de ter 1/2 trabalho e passei a ter 3.

Chegou a minha altura de por a boca no trombone, afinal de contas isto é uma banda e nas bandas também são precisos instrumentos de sopro. A Baby Cat chegou na segunda e na segunda todos sabem que se celebrou o dia do trabalhador. Aqui, nesta e em todas as outras celebracões, o único instrumento de celebracão, chama-se alcool. E o dia de celebracão, tal qual como no Natal, tem véspera e dia D. A véspera foi eficaz, como se quer que qualquer trabalhador seja. Primeiro, o exército português (Di e moi meme) resolveu econtrar-se com os pioneiros alemães (Daniel e Johana) no campo de batalha (Hakaniemi tori) para uma picnicada de salada russa à boa moda portuguesa. O que não estava à moda portuguesa era uma ventania à velocidade de 20 km/h que impediu os planos dos valentes aventureiros que trocaram o picnic pelo Mc Bunker onde vegetarianos comeram peixe e alemães não puderam ter salsichas. Depois escondeu-se as provisões de salada russa na pequena casa da pequena Laura (que também estava com um belo ar russo) romântico e não decadente (a russia por estes lados tem um ar bem decadente - quando chegar à vossa beira posso mostrar-vos por fotos e textos o que os finlandeses pensam dos russos, uma vez que até revistas com o título the russian issue esta gente publica).

Após salvaguardar as provisões os bravos do pelotão estrangeiro lá foram para o campo de batalha. Esplanadi - estudantes finlandeses vestidos com fatos macacos com todo o tipo de emblema lá espetado, lavam a estátua e põe-lhe um chapéu. Porquê perguntam vocês... Não faco a mínima ideia e eles também não. Após muito esgueirar, encontrão e etecéterá os quatro valentes lá seguiram rumo ao supermercado para abastecerem os tanques. CERVEJA era necessária para o aquecimento da longa noite que nos esperava. E pronto, como só a primeira é que custa a deslizar, algumas horas mais tarde, na casa da Laura mais uma vez, o circo estava armado.

A noite acabou tarde, num bar onde alguém resolveu mais uma vez discutir a minha não relacão com ele. Com o trauma da conversa acordei ainda bebeda, bebedeira essa que gradualmente se foi tornando ressaca durante a manhã. Dia do trabalhador comeca bem. A dor de cabeca não podia continuar, tinha que arranjar uma solucão rápida e arranjei. O picnic do dia do trabalhador em kaivopuisto perto do mar, envolveu caril de tofu e champagne, porque aqui a trabalhadora mereceia. Após engolir tudo muito depressa e passar da ressaca a mais uma bebedeira, fui buscar a Catarina ao aeroporto. Beijo, abraco, dansas que é para citar a mesma de quem vos falo. Enfim, se fosse um filme havia uma câmara a filmar intermitentemente à nossa volta, como se nós fossemos o centro do mundo, enquanto algo muito romântico tocava como música de fundo. Sim foi um momento extremamente gay mas a saudade era grande e algo tinha que ser feito para a matar.

Levei-a de volta a kaivopuisto, ela comeu um peixe horrível, eu continuei a beber porque comida já não me fazia falta, arrefeceu o tempo, bar, casa. Assim se celebra o trabalhador por estes lados, bebe-se e vai-se buscar uma carga de trabalhos ao aeroporto que nos vai ocupar pelas próximas duas semanas, trabalhos forcados mas necessários para lavar a alma. A Catarina é a culpada por eu não escrever aqui há imenso tempo. Eu acordo de manhã cedinho, porque tenho que lhe dar o melhor pequeno almoco do mundo para a cachopa não ir dizer à mãe e ao namorado que eu não lhe dei de comer, venho para o trabalho enquanto ela laurea a pevide pela cidade, saio às quatro vou a correr ter com ela, dou-lhe atencão e jantar, levou-a à rua à noite para a digestão correr melhor. Chego a casa às duas da manhã para acordar 5 a 6 horas depois. E assim tem sido desde que a cachopa cá está. Não contente ainda enfrento inauguracões com smirnoff, vinho, cerveja e chambão de graca, uma pessoa não é de ferro e vai experimentando o que lhe vão dando para a mão, fica fora de si, sobe a um palco e canta I just call to say I love you à chefe no primeiro karaoke ao vivo na finlândia (e tanto quanto eu sei no resto do mundo). Isto tudo já aconteceu e só hoje é que é sexta feira.

Na próxima semana se não virem nenhum post, lamento informá-los mas foi porque não sobrevivi. A pressão foi grande... Isto onde há um português tem sempre que haver mais dois ou três.

LATER I'LL POST SOME PICTURES OF THE LATEST EVENTS.