16.8.06

Fim das aulas começaram as férias. Viva as férias, viva as férias. Oh Praia, oh Mar, Nós estamos a chegar.

Não que haja muito para contar, mas pronto, enloqueci, quero partilhar as minhas férias com vocês até ao mais ínfimo prrrromenorrrrr. Se bem que (ihih) isto não são bem férias como todos vós sabeis, mas supondo que sou uma pessoa pagadora de impostos, com um horário da 9:00 às 18:00, activa, trabalhadora, que caleja a mão com o trabalho árduo, que rega a terra com o suor do seu rosto, supondo que eu sou isso tudo, as minhas férias começaram no domingo que 'essa' bazou.

Era uma bela madrugada de Domingo. Eu, Catarina e Rita esperávamos ansiosas pelas 5:00 para podermos ir regalar a cabeça na almofada sem pesadelos ou realidades com homens escamosos nus. O Joni sentiu pena e juntou-se a nós numa noite que aparentemente só pareceu divertida para os indivíduos que estavam na mesa ao lado da nossa (Cat manda essa foto para ilustrar este parágrafo). O bar chamava-se 'Associação dos loucos e sonhadores' e nunca o nome de um bar fora tão descritivo (com excepção do biscaense que é frequentado por biscainho e biscaia). O esa refilada com o seu mais recente desgosto amoroso, enfurecia-se com a falta de precisão geográfica que eu demonstrava enquanto lhe explicava onde estávamos para ele poder contar à sua amada e assim se poderem ver. Mas a amada queria tudo menos ver esa e arrematou-o com sms e nunca mais apareceu. Esa decepcionado bebeu vinho tinto a 70c o copo e pela primeira vez alegrou-se com a relação qualidade-preço de uma tasca portuguesa. Assim se suspirou pelas horas até às 4:e tal, hora em que nos retirámos em direcção às viaturas que nos levariam ao aeroporto.

Viaturas disse eu... menti, viatura. O Cat mobile havera sido rebocado e levado para sítio desconhecido. Cat dramaticamente encostou a cabeça à parede enquanto choramingava 'Porquê eu?' ao que o sinal de proibido parar e estacionar que estava à sua frente respondeu 'Só podes estar a gozar comigo! Ignora-me e depois chora. Toma lá que é para aprenderes.' -Sobrava assim o pai aresta mobile onde alguns entraram felizes e contentes, uns bastante chateados e outros com piadas inesquecíveis como 'Não te preocupes Catarina. Já tens programinha para amanhã.'

Foi-se à esquadra descobrir o paradeiro do carro desaparecido, o Joni subiu a colina direito a chez lui e as 3 resistentes dirigiram-se alegremente ao aeroporto onde o finlandês iria ficar. Foi o momento alto das minhas férias. Não me interpretem mal, eu gosto do esa, mas ele na sua casa e eu na minha. Esa é muito complicado, é muito alérgico, é um bocadinho de mau feitio, é espaçoso, cheira mal dos pés e dorme nu... e isto durante duas semanas é muito tempo.

Entrada nas férias, dirigi-me a casa e dormi até a cama me cuspir. Soube que nem ginjas. Nos dias seguintes escrevi relatório mas não entreguei porque o meu professor estava com pressa de partir de férias. Ficou para Setembro e sendo assim, Intercidades direcção Estarreja. Fui buscar o meu carro e visitar vovo e vóvó. A Murtosa, por muitos anos que passem, nunca vai deixar de me enlouquecer. Aquela terra leva-me a um aborrecimento capaz de me cortar os pulsos. Numa tentativa de escapar ao suicídio, fugi para a praia da Torreira para torrar e torrei, porque a minha actual pele escandinava não gostou de dormir ao sol. Apanhei um escaldão mas nada de muito mau comparado com o quase afogamento que aquele mar me ia causando aos 10 anos de idade e com a queimadura de primeiro grau que me deixou na cara aos 18. Este escaldãozito foi uma brincadeira de miúdos, até me pareceu ouvir a praia gargalhar entre dentes, apanheeeeiiii-te.

A Catarina apareceu quando eu me preparava para desaparecer direito a Lisboa e bebemos juntos (eu, ela e o Luís) café à margem da ria de Aveiro. Tirámos fotografias em Moliceiro, eu fui para Lisboa, eles para as férias. A viagem a Lisboa foi o máximo. Entrei na A1, parei numa área de serviço na Mealhada, esqueci-me lá da carteira. Saí em Leiria e dei por falta da carteira. Voltei à Mealhada, saí da auto estrada, voltei a entrar, entrei na área de serviço, reavi a carteira, saí em Leiria, entrei na A8 e com o cansaço adormeci 3 vezes ao volante sendo muito estranho como não me matei. Gastei 70 Euros de carro e 15 E de comboio. Aparentemente o nosso Presidente da República não é assim tão nabo e lá sabe o que diz quando nos mandou a todos usar os transportes da CP. Ao menos lá podemos dormir.

Assim que cheguei a Lisboa meti-me noutro carro e fui para Olhão. Da Ria de Aveiro à Ria Formosa, das grutas às Ilhas, das águas frias e violentas ao mar calmo e ameno. E assim passei a minha última semana. Dorme-Come-dorme-praia-dorme-come-dorme. Foram dos 7 dias mais felizes que tive desde que cheguei a Portugal. Tirando claro aqueles em que revi toda a gente.

E assim foi. Para a semana há mais mas desta vez em Portimão.