Facebook ou quando a tecnologia também fofoca.
Tenho descoberto imensas coisas úteis na net ultimamente. Por enquanto ainda nenhuma que me dê ordenado fixo ou soluções de negócio, mas ainda assim coisas muito interessantes.
Depois do fenómeno MySpace em que do famoso ao desconhecido, do rico ao pobrezinho, todos queriam ser conhecidos uns pelos outros e todos queriam ser amigos, vem o FaceBook, onde ninguém quer ser teu amigo além daqueles que já são, ninguém quer falar contigo, ninguém te quer conhecer melhor, tudo o que um utilizador do Facebook quer é ser protegido pela tecnologia para fazer juízos sobre os seus amigos e conhecidos, compará-los, juntá-los, espicaçá-los com propostas indecentes... e não contentes, oferecer-lhes bebidas e prendas virtuais para que nunca desconfiem que foi ele que o votou o mais provável de vir a fazer cirurgia plástica daqui a um ano e meio.
Facebook rula pelo seu poder social, é uma ferramenta e tanto. E diverte e ajuda a passar os longos dias com pouco para fazer. Se ainda não fizeram, façam. Deixem-se de hi5s e myspaces que isso está demodé e cliquem no título deste post e entrem no facebook. Vão ver que não se vão arrepender. E dificilmente alguém vos irá convidar para um date porque os únicos que vos podem ver são os que vos amam e os que vos odeiam, enfim, os que vos conhecem, não pela net mas das ruas onde tudo começa o que vos dá o direito de mais tarde, depois daquela pessoa vos ter lixado no escritório, vocês irem lá, darem-lhe dois piparotes virtuais, dizerem que sabem que ele come os macacos do nariz e com alguma sorte, nunca serem descobertos por isso, ou então, desculparem-se com a aplicação que fez a estatística errada, que vos deu só duas caras a escolher e vocês acreditam realmente que aquele animal é mais provável de comer macacos do nariz que a vossa mãezinha, que conhecem desde sempre e nunca a viram fazê-lo. Ide gente, ide brincar de Deus do social.