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19.6.07

Eh pá, nem imaginam o que é que me aconteceu.

Nada, absolutamente nada. Mais de uma semana passa pela vida de uma pessoa e nada acontece. É verdade que caí da bicicleta e não foi bonito de se ver e também é verdade que no dia seguinte os meus antigos patrões ligaram-me a chamarem-me para um trabalho com eles mas ainda assim nada aconteceu. Trabalho de restaurante, comidinha boa de graça, meia dúzia de problemas amorosos, concerto de Lemonheads no Tavastia, invasão de propriedade, massagem no Teatteri, 24 horas diárias de extrema ocupação e ainda assim, nada acontece.

É horrível ser portador deste síndrome António Variações. Amanhã vou começar uma banda com o nome Sisters of Boredom, conto com mais alguém?

22.4.07

G.T.I.

Usando da mesma máxima masculina, que mulheres, carros e cervejas são em muito parecidos, vou comunicar aqui que entre a vontade feminina as coisas não são diferentes. Mas como em tudo o que se passa com as mulheres, as coisas não podem ser diminuídas a cor de cabelo, faróis e jantes de liga leve. Nós mulheres gostamos é de motores. A preferência é GTI's, potência e economia no que toca a carros, gentle, tall and intelligent no que toca a homens.

Em português, infelizmente tudo muda de figura, e nunca uma sigla foi tão ilustrativa dos problemas que a maioria das mulheres portuguesas sofrem, principalmente as que habitam Lisboa. Se reduzíssemos as descrições gentil, alto e inteligente a uma mera sigla ficaríamos com GAI e essa sigla povo, descreve maioritariamente todos os homens gentis, altos e inteligentes neste país. Os GTI portugueses estão reservados a homens, por isso amigas, desiludam-se e contentem-se com um GT, um GI, um TI ou mesmo um G, um T ou um I. Ter todas as letras no mesmo produto não me parece possível.

Eu encontrei um GTI, é português e solteiro. Eu vou-me embora daqui a uma semana. Lamento mas não dou cartas de referência ao GTI e não vos adianto quem possa ser. O futuro a Deus pertence e nunca se sabe o que reserva o meu. Vou guardar o GTI para mim, chamemos-lhe PPR.

6.4.07

Vá buscar!!!

E eu fui. Ontem chamaram-me Nazi, inédito contudo algo divertido. Eu sempre gostei muito de piadas nazis, do Alô Alô, de se gozarem os suecos durante a II Guerra, de acusar os alemães de incendiarem a Lapónia quando nesses tempos isso deve ter sido das suas melhores acções, enfim, trivialidades, mas nunca tinha sido centro de uma piada Nazi. Pediram-me cerveja, eu disse que se não estavam sentados só a poderia vender em copos de panástico, eles perguntaram e se bebermos ao balcão eu respondi, será em copos de plástico. És um pouco Nazi, disseram. Talvez, respondi. Eles agradeceram, pagaram e despediram-se com um Heil. Enfim, dias de café. Talvez não tenha dito a muitos de vós, mas faz mais de um mês que sou empregada de balcão de segunda, há quem seja de terceira, há quem seja de primeira. Os meus fortes são, caipirinhas, reposição, capuccinos, sumos de fruta variados, tirar imperiais e manter o balcão com pouca loiça suja. Os meus fracos são atendimento ao público, em geral. As pessoas aborrecem-me. Detesto o pedir de um cafézinho, ah era com adoçante, oh desculpe, esqueci-me mas tb queria um copo de água e assim se foi meia hora do teu dia nos meandros de servir um café a um tipo que acha que por 1 Euro que ele paga por aquele café o empregado que o serve não está a fazer mais que a sua obrigação.
Deixo a dica a todos os clientes chatos por esse mundo fora. 1º, não sou vossa empregada, sou empregada do café onde trabalho, 2º, a escravidão é demodé, 3º ainda que receba ordenado pelos serviços que presto, garanto-vos que não o suficiente para aturar certo tipo de coisas, 4º iva não é uma sigla estranha para gorjeta e todos os empregados daquele café agradecem no final quando lhe deixam alguma, especialmente quando tiveram que procurar o pão com menos sementes, voltar cinco vezes à cozinha com o vosso pedido para ele ficar como vós preferis, levar a água que afinal não era fresca, era natural e depois não era lisa, era com gás, servir-vos o café que era curto, em chávena escaldada, descafeinado, pingado, com leite frio, em chávena grande com adoçante e que depois é derramado, pela mesa, pelo chão, por cima de vós e que alguém, que dá pelo nome de empregado de mesa, tem que ir limpar. Juntando a isso um patrão, ou pior, uma patroa, que eu sei que quase todos os comuns mortais, nos variados tipos de emprego, têm que aturar, espero que comecem a pensar com mais carinho naquela criatura que vos serve nos vossos momentos de lazer, vós, oh burguesia lisbonense.

21.2.07

Informação sobre a temática deste blog.

A Banda do Maestro Pinguim, caros leitores de sempre e leitores de agora, é uma música de José Barata Moura. A minha irmã quando soube que eu usei o título de uma canção do seu tempo no meu blog ficou muito chocada, mas depois tive que a lembrar que New Kids On The Block também não deveriam ser do meu tempo mas o tê-la como irmã percepitou um pouco as coisas. José Barata Moura é do meu tempo porque no meu tempo ainda haviam gira discos e o LP de Barata Moura ainda andava lá por casa.
Infelizmente maestropinguim.blogspot.com estava ocupado, logo ter ficado masterpingu. Pingu foi de facto um Raja, mas mais uma vez não foi do meu tempo, pelo menos do meu tempo de infância, passou a ser do meu tempo em Primavera de 2006 quando eu era uma feliz habitante de Helsínquia e lá vendiam-se Pingús em quiosques de rua para nos refrescar no calor abrasador que aquela cidade produzia nos meses de Verão. Contudo Pingú não foi a razão pela qual escolhi o nome deste blog. Escolhi-o porque gosto do Barata Moura como gosto de gelado pingú. E gosto especialmente dessa música que fala sobre o Maestro Pinguim e a sua Banda e o efeito avassalador que esta tem sobre o pai, a mãe a avó. Também gosto de pinguins, de todos em geral e do Maestro em particular.
Quanto a Pala Pala, sou eu, uma bela de uma batata frita que de tão old school que era voltou ao ataque em pleno século XXI. Pala Pala não era A BATATA. Pala Pala é A BATATA. A Batata frita caseira de pacote com menos óleo, pelo menos menos óleo que a Ti-Ti ou a Batata do Oeste que é frita por estas bandas. Além disso Pala Pala era um dos meus nicks em moça pequena, o padrinho chamava-me Pala Pala umas vezes, Paulinha da Viola outras, como nunca toquei viola, acho que Pala Pala aplica-se melhor.
Satisfeita Bolacha Maria?