26.9.06

Lembram-se das Conversas com Estranhos?

Essa bela rubrica que eu criei faz algum tempo, que usei uma vez e nunca mais lhe toquei, chega hoje numa forma que pode ser muito mais útil e interessante que a primeira.

Apresento-vos "Conversas entre Estranhos"

O diálogo que se segue realizou-se num Hospital... chamemos-lhe Sta Maria, entre uma utente da Santa Casa da Misericórdia disfuncional que é o nosso sistema de saúde, a Juliana, e uma funcionária pública que prefere continuar no anonimato.

Juliana: Olhe eu gostava de marcar uma consulta...
F.P.: Espere um momento por favor. Então o Doutor Nogueira (nome fictício) já deixou a mulher? Ainda ontem ele passou por cá com o menino e pareciam uma família tão feliz.
Ju.: Olhe desculpe...
F.P.: Já sei, quer marcar uma consulta. Esta gente não tem paciência nenhuma. Só há vagas para Janeiro mas só para o mês que vem é que pode marcar consultas para o mês de Janeiro.
Ju.: Sabe é que estou com uma dor de ouvidos grande e se pudesse ser atendida o mais cedo possível agradecia.
F.P.: Nesse caso amanhã às 11:00. (A pessoa que transcreveu esta conversa saltou já várias partes do diálogo para não aborrecer o leitor.) Cartão de Utente.

Entretanto vários utentes aproximam-se do balcão exibindo pápeis que ela diz não pertencerem ali mas à central de consultas. Claro que este trabalho requer ser dito um a um porque é sabido que o povo português não sabe ler e nunca decifraria uma mensagem escrita que avissasse que colocação de senhas em receitas só na central de consultas.

F.P.: Diga-me então o seu nome. (Que logicamente não está escrito no cartão de utente de Juliana que a senhora F.P. já tem em seu poder.)
Ju.: Juliana Matias.
F.P.: Ora Jeeeee. (enquanto prime a tecla J com o dedo indicador da mão direita em queda lenta vertical direccionada ao teclado) ... Juliana é com U ou com O?
Ju.: Com U.
F.P.: Uuuuuuuuuuuu. Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. AAAAAAAAAAA. na. E o seu sobrenome?
Ju.: Matias.
F.P.: MMaaaaaa. teos.
Ju.: Matias.
F.P.: Ai desculpe, ouvi mal. Olhe vai ter que ser com o Doutor Nogueira. Sabe ele agora já não tem família tem mais tempo para atender. Ele é um bocadinho bruto mas é muito bom médico. Já conhece o Doutor Nogueira?
Ju.: Não, ainda não tive o prazer.
F.P.: Ai filha coitado, é metade do homem que era. Mas aquela tipa nunca me enganou, se visse a forma como ela olhava para o Doutor Martins. Não era flor que se cheirasse.

Ju.: É preciso mais alguma coisa?
F.P.: Não querida pode ir. Mas não se esqueça que tem que estar aqui antes para eu a poder registar no computador, porque senão fica sem consulta. O guichet só abre apartir das 9:00.

Entretanto, na fila que crescia enquanto o diálogo anterior acontecia, a autora deste blog encontrava-se numa situação que poderia dar origem a uma outra rubrica de nome "Conversas que deveriam ter acontecido"

Paula é lentamente empurrada pelo o utente de trás que não consegue manter a tal distância socialmente aceitável que deveria ser lei protegida pela constituição.

Paula.: A menos que a senhora tenha poderes mágicos que façam com que o meu corpo se desmaterialize, não vale a pena empurrar-me contra o balcão para ficar mais perto, porque quer perto quer longe do balcão, continuará a ter-me à sua frente.

Este diálogo termina aqui, porque apesar de se adivinhar que Paula receberia um par de estalos ou gritos, ou no mínimo um antipática para os que são mais zelosos, não se pode saber com certeza qual seria a reacção da utente que a empurrava, a este comentário. Talvez um dia quando a autora deixar de ser uma tangas e comece a reagir em tempo certo, se possa completar este diálogo e passá-lo para uma categoria onde ele realmente acontece.

De qualquer forma fique atento a sua nova novela de terça de manhã, "Hospitau di Santa Mária".

Ele não há como idas a hospitais ou segurança social para se ter assunto para bloggar.

Conceito trânsito

A todos os que pensavam que desemprego é dormir até tarde e coçar o "tomate", desenganem-se. Hoje a desempregada com pior feitio do país acordou antes das 8:00, para sair de casa às 8:00, para chegar ao Hospital às 9:00, para atender a uma consulta às 10:15. Honestamente, não percebo de onde vem a ideia de os portugueses seram um povo temperamental. Tanto quanto me ensinaram temperamental significa ter o sangue quente, reagir na hora. Em Portugal não é possível reagir na hora, temos que pensar muito bem no que vamos fazer e organizar um plano de realização que na maioria das vezes falha e tem se ser corrigido com um plano B. Uma coisa com uma reacção tão instântanea como a doença, p.e., em Portugal tem que ser premeditada com dois meses de antecedência para se conseguir a bendita da consulta que a irá diagnosticar. O que é que há de temperamental aqui? Temperamental seria um "dói-me a cabeça vou ao médico", mesmo antes de se tentar curar a dita com analgésicos. Mas de volta ao que me traz aqui.

Hoje houve greve no metro. O número de carros aumentou por o português que já gosta tanto de usar transporte público quando ele funciona, recusa-se terminantemente a usá-lo quando este não funciona. Eu como boa portuguesa, respeitei a regra. Estava trânsito. E aqui reside a minha questão e a razão deste post. Porque é que estava trânsito? Tudo bem, a quantidade de carros aumentou mas o carrou não perdeu capacidades motoras por causa disso. No caso do meu carro, p.e., a quantidade de carros existentes nas ruas nunca foi motivo para ele se inibir de acelar em direcção ao carro da frente.

Se o problema não é vergonha e qualquer carro sem excepção tanto se exibe para um grupo de 10 como de 100.000, de onde vem o problema? Será que o problema está no primeiro indivíduo que sai de casa para o trabalho? Será que esse indivíduo é grande e pesado? Será que ele gosta de ir para o trabalho zigzagueando nas várias vias de circulação montado numa trotinete? É que se o problema é esse ponham-me alguém à porta do gajo que o impeça de sair de casa antes das 9:00.

25.9.06

Holiday ... Celebrate

Como nao sei qual é o tom da ironia em textos, arroxei o título que é uma cor que eu muito abomino.

Estive na Murtosa meus caros. Para quem não sabe, a Murtosa é a terra onde metade da minha família nasceu. Fica à beira da Ria de Aveiro e tem muitos milharais. É feio e populado por vivendas muito pirosas que têm sempre cruzado à porta as bandeiras portuguesa e americana. A Murtosa é campo e à dois anos foi-me diagnosticada uma condição a que o Senhor Doutor chamou febre do feno e pode ser descrita como alergia à natura. Eu sou alérgica à Murtosa, não só emocionalmente, como também fisicamente. A Murtosa destroi-me o sistema nervoso e o respiratório. A Murtosa tem muitas vacas que por sua vez chamam muitas moscas que por sua vez chamam muitas aranhas. A Murtosa tem gatos à volta de casa e eu tenho pavor a gatos. A Murtosa não tem chuveiro morno. Ou bem gelas, ou bem arde nas águas do inferno. A Murtosa não tem internet e um computador sem internet é como uma feijoada de seitã. A Murtosa é onde o meu mau feitio começa e a minha alegria acaba.

Devolvam-me uma vida de trabalho na Finlândia onde eu não seja obrigado a ir visitar a família ao campo.

Obrigado pela atenção.

19.9.06

Oh p'ra ele tão lindo

Já está borrachos, amiguinhos do meu coração. Peguei em todo o meu conhecimento html e fiz-me um webfolio. Custou mas foi, e bezerra como eu sou era para ficar bem pior. Ide dar uma espreitadela e deixai aqui a vossa opinião.

É a Pala no sapo. Picai para ver.

4.9.06

Adio... oh VAI-TE EMBORA.

Já escrevi o report. Acabei o texto, agora é fazer o tal do poster que me está a deixar bem aborrecidita e arrumar tudo...
É muito bonito, assim chega ao fim uma vida de estudante. Depois de tanta noite sem dormir, de tanto nervosim ao pé da impressora, de tanto stress, choradeira, estes gajos resolvem dar-me de trabalho final esta merda de trabalho que tem custado a parir como tuuude... Olhem, se quiserem ser meus amigos para a vida, não me voltem a pedir uma disertação sobre a minha vida profissional no último semestre, juro que o amor acaba-se.

31.8.06

Mais uma vez não resisti... ai esta vida de inútil.

If You Were Born in 2893...

Your Name Would Be: Yuu Irb

And You Would Be: An Alien Anthropologist

Este era tão real que tive que partilhar...

You Are A Martini

You are the kind of drinker who appreciates a nice hard drink.
And for you, only quality alcohol. You don't waste your time on the cheap stuff.
Obviously, you're usually found with a martini in your hand. But sometimes you mix it up with a gin and tonic.
And you'd never, ever consider one of those flavored martinis. They're hardly a drink!


Sincerely yours


Khristyna Thedya Solovyov


O meu nome russo

27.8.06

E já agora...

Aceitam-se sugestões de cor, vamos votar na cara do pinguim de Outono. Vamos alegrar o leitor deste blog.

25.8.06

Still under contruction

Pois é mas já viram o que eu consegui fazer... isto está cada vez melhor. Quando tiver tempo faço um do princípio, porque estou a fazer o meu webfolio. Descobri o meu novo hobbie de desemprego. ARRAY.

18.8.06

under construction

Talvez por uma semana, talvez por toda a vida.
A autora está a aprender HTML, e pelo o que me contaram das suas capacidades intelectuais e do pequeno vírus informático que transporta na ponta dos dedos, é provável que leve muito tempo.