"Olá sou a Sra. Espanhola e trabalho numa cave do Centro Comercial mais feio do País. E a menina é...?"
Paula Aresta prazer. Estava desconfiada que andava a cozinhar uma depressão, mas agora que aqui cheguei tenho a certeza. Felizmente a escada que me trouxe à cave do sítio onde eu me perdia em criança e chorava para que nenhum monstro saísse das portas que diziam saída de emergência, deu-me a resposta que já em criança eu tinha uma percepção boa das coisas e realmente não seria impossível que de lá saíssem monstros. Contudo eu achava que seriam maiores que eu e peludos, mas afinal são micróbios e transmitem doenças. Por acaso até tenho jeito para tirar cafés, até me deram um diploma veja lá a senhora, e sim, corto as unhas e gosto de abrir as torneiras lá de casa de vez em quando para realizar uma coisa que se chama higiene pessoal, mas foi uma querida em ter perguntado.
Sim sei falar... Foi um dom que adquiri por volta dos 3 anos de idade e desde então nunca mais parei, até fui mais longe e aprendi a fazer o mesmo noutras línguas. Normalmente costumo ser bem educada e simpática, mas a senhora está inspirar o contrário em mim, mas se reparar bem, estou a controlar o ímpeto de lhe dar um estalo e até estou a sorrir.
Agradeço que tenha falado comigo e me tenha apresentado o glamour que há em ter um cargo de chefia numa cadeia de cafés nascida no subúrbio. Adoro a vista do seu escritório ali para a zona de cargas e descargas que se vê através da janelinha de 20x20 no topo da porta blindada que tem à entrada. Não fosse o cheiro a chocolate em vez de enxofre e juraria que tinha chegado ao Inferno.
Agora indique-me a saída s.f.f. antes que eu tenha um ataque de pânico ou que os meus pulmões colapsem ou que contraia algum vírus transmitido pelas pareditas limpas deste belo centro comercial. Mais uma vez obrigado e continuação de sucesso profissional.