Sindicato dos "Sou saudável, relativamente feliz e gosto de ler coisas politicamente incorrectas. Desculpe lá por existir e não ter problemas graves."
Mais uma vez a ler o meu jornal favorito arranjei tema para um post. Depois do início de tarde B.R.U.T.A.A.A.A.A.L. que descrevo no post anterior, resolvi ir fazer os recados que me tinham pedido sendo que o primeiro consistia enfrentar as filas dos Correios em véspera de Natal e o segundo em não cortar os pulsos até à hora do jantar. Depois de tudo resolvido fui para o café consumir e ler.
Comecei pelos extras do Público de fim de semana e e como já tinha começado resolvi acabar o Inimigo. O IP teve que fechar uma das suas colunas, que tinha o nome de Semana dos Senhores Tourette, porque um leitor ofendido com um comentário feito sobre pessoas com deficiências físicas e motoras resolveu fazer uma queixa por carta ao Público e o Público lá despediu os redactores. A coluna era muito boa, sendo muitas vezes a primeira coisa que me fazia rir no Inimigo o que me fazia sempre pensar, ainda bem que isto está na segunda página. Por causa da queixa teve que vir o provedor dos leitores mandar vir com o homem, o que, apesar de ter sido muito bem escrito com uma conclusão boa, a defender o direito ao escárnio e maldizer, veio ocupar o lugar de outra das colunas que eu gosto.
Não estou aqui para defender um jornal que não tem papas na língua e já se defende muito bem sozinho mas queria dizer ao senhor António Caldeira que o senhor é que veio intervir com a minha liberdade de me rir descaradamente da desgraça alheia, dado que eu o faço de forma legal e até pago para isso. Quem não quer ser ofendido não lê o Inimigo Público, quem não quer ser gozado não entre em Reality Shows e quem não ser ameaçado de morte não escreve livros a falar da corrupção no futebol e de Pinto da Costa. São regras básicas, é como não misturar riscas com bolas, não vestir licra se for gordo. São coisas que as pessoas sabem sem terem que ser nenhuns experts na matéria.
Agora o Público que atine que já me chatearam muito a semana passada quando não enviaram o jornal de Sexta para o meu quiosque e depois enviaram-no no Sábado, não enviando o de Sábado. Agora um indivíduo fica ofendido com um parágrafo e todos os outros compradores deixam de poder ler aquilo que gostam. Eu também não gosto das escolhas do Marcelo e não escrevo para a RTP a mandar calar o gajo, e já agora a companheira dele que não há paciência. NÃO GOSTO, NÃO VEJO. Por isso senhor António Caldeira siga o meu exemplo e esteja caladinho e deixe trabalhar quem trabalha, porque há mais gente a viver neste país para além do senhor, do seu sindicato, dos pobrezinhos, das minorias étnicas, dos doentinhos, dos tóxico-dependentes, dos imigrantes, dos gays, lésbicas e pans. Ele há um grupo enorme de gente que não tem nenhuma das características acima mencionadas que também gosta de ser respeitado.