Ontem foi um dia de calor em Helsínquia, são raros e por o serem fomos para Tervosaari coçar a micose ao Sol. A manta de parque do Martti tem memés e por isso passámos pelas brasas ao som da musiquinha country que passava na rádio. Seria um ultraje não adormecer ao sol em cima de uma manta com memés. Quase criminoso na minha opinião. Além de dormir acabei o meu livro e Pat, já me mandavas outro porque revistas gratuitas em bares e empréstimos de revistas de design do banco KOKO3 e folhetos e livro de teach yourself finnish, têm a sua piada mas não são Faulkner.
Além da majestosa tarde de domingo ao sol, resolvemos os dois que precisávamos de comer, e então caminhámos meia Helsínquia à procura de um restaurante aberto à altura das nossas baixas contas bancárias. O que é bom nesta terra é que comer barato nem sempre significa McDonalds e tivemos uma daquelas refeições de fazer inveja a quem não teve. E depois fomos ao cinema. DIE HARD 4.0 ou Morre violentamente neljia piste nola. Foi um upgrade do downgraded Bruce Willis que não se podia deixar passar em branco. O homem caiu cerca de 7 vezes de 4os andares e ainda assim conseguiu salvar a filha, o nerd de computadores e matar o mau da fita com um tiro que passou primeiro por ele. Uau?? Talvez sim, talvez não. Ele é difícil não sentirmos carinho por clássicos mesmo que clássico não seja sinónimo de bom. E depois fomos para casa dormir sobre o assunto.
De manhã acordei e resolvi ouvir os albuns de Dinosaur Jr. que o Martti me emprestou e apercebi-me que nos últimos meses tenho sido mais grung(j)e que na última década e ainda estou a avaliar se isso será boa ideia. Não foi premeditado, mas ainda assim, tendo em conta que quando se pensa em grung(j)e pensa-se no lá-qual-era-o-nome-dele a dar um tiro nos miolos e a deixar uma orfã aos cuidados de uma bipolar drogada que lá vai sabendo como fazer dinheiro, tendo em conta isso, talvez devesse ouvir mais indie ou electrónica.